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segunda-feira, 24 de novembro de 2014

Dicas - Pedalar pode ajudar quem corre!


Quando se planeja ou se periodiza o treinamento físico de uma atleta, profissional ou amador, o preparador físico utiliza vários métodos e técnicas aplicadas às capacidades físicas solicitadas em determinado esporte, buscando otimizar a performance. Há muitos que aproveitam outros esportes com o intuito de poupar o atleta do esforço repetitivo da modalidade em que é especialista, prevenindo lesões, ou de complementar o treinamento.

Há um princípio do treinamento desportivo conhecido por especificidade, que considera importante, se não fundamental, a prática do esporte em questão no treino, o que garante resultado em performance. O mesmo deve ser seguido com foco em quase sua totalidade, ou na maior parte do planejamento. Isso é uma constatação.

A corrida de rua, de caráter cíclico e dependente dos membros inferiores, exige que o seu volume (quilometragem percorrida semanalmente) e intensidade (velocidade, altimetria e tipo de terreno) sejam específicos no treinamento, isto é, correr para correr.

No entanto, pedalar tem se mostrado um esporte complementar, de grande valia, sendo a recíproca verdadeira, na preparação física geral e específica do corredor, devido ao seu caráter cíclico, ao condicionamento cardiorrespiratório, ao fortalecimento dos grupos musculares inferiores e superiores e à prevenção de lesões musculares e articulares.

O ciclismo pode ser praticado de forma indoor, através de cicloergômetro estacionário ou outdoor, por meio de bicicleta, em parques, pistas ou estradas. Há sempre a ressalva do mesmo não ser realizado em número maior de vezes na frequência semanal, se a corrida for o seu esporte principal. Duas sessões semanais, alternando com os dias de corrida, com intensidade baixa a moderada, são bem-vindas.

O ato de pedalar complementa o condicionamento cardiorrespiratório, pois pode servir de sessão de recuperação ativa entre os dias de treino de corrida. Na reabilitação e manutenção do condicionamento aeróbico de corredores lesionados o ciclismo não possui contra-indicações. O fato do peso corporal permanecer apoiado num banco (selim) reduz, significativamente, a sobrecarga sobre os tornozelos, joelhos, quadril e coluna vertebral, preservando essas articulações do esforço repetitivo e do impacto com o piso. No âmago fisiológico, a tolerância de glúteos, coxas e pernas ao esforço aumenta, revertendo-se em posterior desempenho.

O volume e a intensidade do seu treino devem ser estabelecidos com base em testes de aptidão física, sob orientação de profissional de educação física especialista, assim como a possibilidade de encaixar uma segunda modalidade como complemento da sua preparação física para correr. Essas preocupações se tornam relevantes porque o ajuste errado do selim e o volume excessivo de treino podem expô-lo também à lesão.

Se você precisa de uma injeção de motivação em seu treino, inclua o ciclismo em sua rotina!

Bons treinos!

*Escrito por Gui Silva
**Retirado do site Somos todos corredores (publicado com autorização)
*** Fonte da imagem: http://www.jenningswire.com/wp-content/uploads/2012/12/bigstock-Mountain-biking-vector-24553349.jpg

quinta-feira, 23 de outubro de 2014

Dicas - O jeito certo de correr existe e está ao seu alcance!


Para quem dá suas corridas abaixo de 5km, 2 ou 3 vezes por semana, sempre em baixa intensidade, buscando manter a forma e o condicionamento, a biomecânica correta, ou o jeito certo de correr pode ser uma preocupação menor ou nem gerar preocupações, pois certamente o risco de se lesionar por correr biomecanicamente errado é bem menor (mas ainda assim existe). Para esses corredores, se uma dorzinha diferente aparecer é tranquilo optar por ficar uma semaninha sem correr.

Mas quem não é profissional e mesmo assim corre mais à sério em busca de completar uma prova mais importante, uma nova distância ou quebrar algum recorde pessoal, os que eu chamo de amadores profissionais (rsrs), ficar correndo com lesão é uma tragédia. Parar de correr por dor é uma opção quase nula. Nessa semana, por exemplo, meu volume está em 67km divididos em rodagens, regenerativos, ritmo e tiros, descontando aí alguns aquecimentos e resfriamentos. Obviamente eu me preocupo em fazer isso direito. Aí entra a preocupação com a biomecânica e com o jeito certo de correr.

O padrão ideal de corrida existe

Correr certo gera menor sobrecarga e consequentemente previne lesões. Veja o texto da fisioterapeuta Raquel Castanharo, formada e mestra em biomecânica da corrida na USP. Ela afirma que apesar de cada pessoa ter sua maneira de correr, o seu "jeitão", há um jeito certo de correr, que melhora a performance sem prejudicar os músculos e articulações.

Existe um jeito certo de correr?

Mesmo considerando que cada pessoa tem seu modo particular de se mover, a resposta para essa pergunta é "sim"! O padrão ideal de corrida gera menor sobrecarga sobre os músculos e articulações, previne lesões e melhora a performance. Ele tem alguns pontos importantes que, se presentes dentro das suas características particulares de movimento, vão gerar uma corrida eficiente e saudável:

Aterrissagem próxima ao centro de gravidade: o pé, quando vai tocar o chão, deve estar perto do tronco e não muito afastado para frente. Quando o pé aterrissa próximo ao nosso centro de gravidade – um ponto na região lombar, aproximadamente -, o braço de alavanca da força gravitacional sobre as articulações é menor. Traduzindo: os músculos precisam fazer menos força para manter o corpo em pé, e a sobrecarga – compressão, desgaste – sobre as articulações é menor;

Aterrissagem com o médio pé: aterrissar tocando primeiramente o calcanhar no chão gera um pico de impacto brusco sobre o corpo. Quando se aterrissa batendo primeiro o meio do pé no chão, e não o calcanhar, esse pico de impacto é atenuado, o que diminui os riscos de lesão – como, por exemplo, as fraturas por stress. Isto acontece porque os próprios músculos do corpo agem mais para absorver o impacto, poupando as articulações e ossos. Este padrão de pisada, associado à aterrissagem do pé próxima ao tronco, proporciona uma corrida com menores forças que freiam o corpo, e os músculos trabalham de uma maneira mais eficiente;

Poucos movimentos de rotação e lateralização: pegando o joelho como exemplo, seu principal movimento durante a corrida é o de flexão e extensão. Se nele ocorrer uma rotação exagerada ou uma grande inclinação para o lado – “cair” para dentro é o mais comum -, as chances de lesão aumentam. Esta importância do alinhamento pode ser extrapolada para todas as articulações.

Economia de energia: todos os pontos citados acima já proporcionam economia de energia para o corpo, o que pode ser convertido em melhor desempenho. Além disso, é importante manter uma postura alta e não “pular” durante a corrida. A postura alta facilitará a execução dos movimentos adequadamente, e deslocamentos verticais exagerados só geram desperdício de energia e aumentam o impacto do corpo com o solo.

Este é o padrão de corrida (o jeito certo de correr que nos referimos) observado nos melhores atletas profissionais, mas é acessível a todos com um bom treinamento. Ele é a chave para potencializar seus treinos, prevenir e tratar lesões.

____________________________

Mesmo que você não saiba inglês, o vídeo abaixo pode lhe ajudar a melhorar a forma de correr. Perceba que no início o corredor toca a esteira com o calcanhar. Posteriormente, aprende a correr usando o médio pé e inclinando o corpo da maneira correta.

Bons treinos!


*retirado do site Endorfine-se (publicado com autorização)
** Fonte da imagem: http://www.fiqueinforma.com/wp-content/uploads/2014/05/dores-na-coluna.jpg

terça-feira, 14 de outubro de 2014

Dicas - Quanto mais roupa, mais emagrece?


Estava treinando quando me deparei com um corredor envolto a um agasalho plástico - desses plásticos de saco de lixo mesmo e ainda mais, por baixo um agasalho moletom.

Incrível! Acredito que o propósito desse “corredor” era de emagrecer! Esse fato ocorreu quando comecei a correr em 1985. Ainda bem que se passaram quase 30 anos e ninguém mais faz isso. Ou faz?

A fadiga é um mecanismo protetor que resulta em interrupção do esforço ou em redução da intensidade do exercício, antes que esse possa representar um risco. Considera-se que o ambiente e o acúmulo de metabólicos são fatores integrados para determinação do desempenho. Portanto se não dissipamos calor, o mecanismo protetor chamado fadiga entra em ação e interrompe nossa corrida, com isso o propósito de gasto calórico aumentado é finalizado e consequentemente frustrada qualquer chance de perda de peso corporal.

Termoregulação se refere ao conjunto de sistemas de regulação da temperatura corporal. Esta regulação é exercida pela a produção e perda do calor orgânico interno.

A termoregulação é deste modo, um mecanismo de homeostasia (equilíbrio).

Nas aulas de física na escola já aprendíamos sobre isso e agora, nós corredores, vivenciamos na prática a importância dessa perda de calor e equilíbrio térmico.

Condução: envolve a transferência de calor de um material para o outro. Da pele para a roupa, por exemplo.

Convecção: envolve a mobilização de calor de um lugar para outro através do movimento de um gás ou de um líquido pela superfície aquecida. Por exemplo: Ao circular ao redor da nossa pele, o ar retira as moléculas que foram aquecidas pelo seu contato com a pele.

A condução e a convecção são responsáveis por apenas 10 a 20% da perda total de calor do corpo.

Radiação: é a primeira via para a liberação do calor excessivo do corpo. O calor é liberado sob a forma de raios infravermelhos e não é necessário que haja contato entre os corpos para haver transferência de calor.

Evaporação: é responsável por 80% da perda de calor no exercício, porém depende da URA (Umidade relativa do ar) - quanto mais alta for a umidade menor será a perda de calor por evaporação, devido ao gradiente de concentração.

Em temperaturas elevadas e umidade relativa do ar alta, o corredor transpira muito, mas o suor permanece em sua pele, não evapora e não ocorre resfriamento. Ainda bem que ninguém mais usa agasalhos plásticos para correr. Ou usa?

Se o calor não dissipa, a fadiga aparece e a corrida é interrompida, sendo assim, quanto menos vestimentas usamos durante um treino ou prova, melhor.

A Escola de Educação Física, Fisioterapia e Terapia Ocupacional da UFMG dispõe de uma Câmara termoreguladora que varia a temperatura aproximadamente entre – 15ºC a +60ºC e URA aproximadamente entre 20% a 90% e com isso muitas pesquisas são realizadas anualmente, aperfeiçoando ainda mais as informações utilizadas por treinadores e corredores quando o assunto é termoregulação.

Alguns estudos interessantes já foram realizados nessa câmara, como a investigação se resfriar a cabeça aumentaria a velocidade durante a corrida sob o sol e concluída por Lima, 2011, que diz concluiu que o resfriamento da cabeça é capaz de melhorar o desempenho sem alterar o índice de estresse fisiológico e as principais respostas termorregulatórias. Ou seja, vale a pena jogar água, principalmente gelada, sob a cabeça durante uma prova.

Um outro estudo foi realizado para saber se o efeito do protetor solar diminuiria a fadiga durante a corrida com exposição ao sol e concluída por Oliveira, 2009, que concluiu que a aplicação de protetor solar não afeta o desempenho, ou seja, para a pele é proteção contra os raios UV na certa, porém para o desempenho na corrida tanto faz aplicar protetor solar ou não.

E usar boné influencia na velocidade da corrida? Segundo a investigação de Junior, 2009, realizada na UFMG a temperatura média da cabeça diminui já que existe a proteção contra o ganho de calor da radiação, mas a velocidade da corrida não é alterada. Portanto, o uso de boné pode ser apenas proteção novamente aos raios UV ou um acessório para compor o figurino daqueles que não descartam um boné durante as corridas.

Uma pesquisa interessante foi realizada por Martini, 2009, investigando se corredores com a cabeça raspada seriam melhores do que corredores com cabelos. Conclusão: ter ou não ter cabelo não altera a velocidade na corrida de 10 km sob o sol.

O mestrando em fisiologia do exercício Matheus Sacchetto leitor e expectador do Corrida no Ar em breve irá pesquisar e nos apresentar dados sob sua investigação a ser realizada na câmara termoregulatória da UFMG, em relação aos efeitos da URA sob o desempenho e variáveis termoregulatórias durante uma corrida de 10 km realizada em situações de 30% URA, 55% URA e a 80% URA com temperatura controlada a 33ºC e assim verificar se haverá ou não a redução de desempenho e se o resultado encontrado for  afirmativo, teremos como quantificar a performance de um corredor nessas situações.

Importante é perceber que o treinamento de corrida não deve ser mais realizado de forma aleatória e pelo puro achismo como o “corredor plastificado” dos anos 80 fazia. Muitas investigações acontecem ano após ano, entre elas a termoregulação, para que a informação correta e adequada interfira diretamente na qualidade dos treinos e resultado das provas de cada corredor.

*Escrito por Marcelo Camargo
**Retirado do site Corrida no Ar
*** Fonte da imagem: http://www.meionorte.com/uploads/imagens/2011/8/5/64caf0364a34a3d85fe935badbc09b4c.jpg

quarta-feira, 8 de outubro de 2014

Você é o ator principal!


É verdade que cada um é dono de seu dinheiro e o investe da maneira como bem entender, certo?. Todavia, é comum ouvirmos pessoas dizendo que irão comprar roupas e acessórios da marca X ou Y, somente porque custam caro - deduzindo, assim, que são os melhores e irão melhorar sua atividade física. Mas nem sempre é desta forma. Você é o ator principal!

Vejamos, por exemplo, alguns dos tênis mais conhecidos e caros que temos para a venda no Brasil: Adidas Springblade, Nike Flyknit Air Max, Asics Gel Kinsei 5 e Mizuno Wave Prophecy 3 - todos custando, praticamente, mil reais cada.

Seja sincero: qual seria seu pensamento, caso estivesse buscando iniciar uma atividade física e comprasse um destes tênis por este preço bastante "salgado"? A resposta, certamente, giraria em torno de algo como, "eu creio que ele me ajudaria muito, pois deve corrigir minha pisada, proporcionar amortecimento e evitar lesões", não é mesmo? Afinal, você seria um inexperiente na área.

A verdade, amigos, é que durante o exercício, o ator principal é o atleta, e não os seus acessórios. Na própria corrida o tênis é um acessório e como tal, ele irá responder de acordo com a qualidade do atleta, e não segundo ele próprio. Ou seja, se você começou a correr agora e ainda não sabe ao certo como devem ser as passadas, de nada adianta gastar esta fortuna com um tênis, somente porque crê que ele irá "corrigir" sua pisada. Se ainda não anda de bicicleta, adianta comprar uma de dez mil reais?

Em provas ou mesmo em fotos na internet, é comum vermos pessoas despreparadas para a situação onde estão. As tais usam roupas, tênis, GPS, mochila e uma série de coisas que somam milhares de reais - sem, porém, saberem como executar aquela prática esportiva! Aí você olha aquele indivíduo cheio de coisas de "marca" e pensa: por que gastou tanto, sendo que sua desenvoltura não paga nem metade do que gastou?

Recentemente, em redes sociais, li comentários de pessoas que haviam comprado o Adidas Springblade e Mizuno Wave Prophecy 3, ambos, literalmente, vindo a ter o solado quebrado. Isso significa que tais marcas e modelos são horríveis? Claro que não. Significa que os atletas, muito possivelmente, caíram no engodo que o marketing destes produtos fez, os levando a imaginar que os tênis, só porque eram caros e se diziam ser feitos para corridas, iriam suportar o verdadeiro teste. Na verdade, ambos os tênis, servem somente para o dia-a-dia (minha opinião). 

Convém pontuar, é claro, que tais quebras e falhas podem acontecer com inúmeros modelos e marcas. Pessoalmente, já tive três tênis New Balance, sendo que um deles não durou um ano, vindo a descolar o solado. Assim, a crítica não é quanto à qualquer marca, e sim ao pensamento comum de que a marca irá correr, pedalar ou nadar por você.

Portanto, atleta, antes de comprar algum tênis, bicicleta, mochila ou qualquer outra coisa, verifique se você sabe como proceder na atividade física; se entende a biomecânica da corrida, da forma eficaz de se pedalar (visite este excelente site), qual a bicicleta ideal para o que você deseja, como são as montanhas para onde irá... Entenda que você é o ator principal, e não os acessórios! Se seus acessórios somam 2 mil reais, se pergunte se você é um atleta deste valor.

Lembre-se: os acessórios são coadjuvantes e você é o autor principal. Esteja preparado, primeiro, para correr sem tênis e GPS, pedalar com a bicicleta mais simples, nadar com uma roupa não tão cara... Quando chegar neste ponto, verá que nem tudo é tão essencial como se imagina.

Bons treinos!

segunda-feira, 29 de setembro de 2014

Dicas - Como começar a correr?


O que abaixo descreverei, foram dicas colhidas de diversas fontes e que me foram úteis - pode ser que não o sejam para você, mas não custa tentar, não é mesmo? :)

O tipo de tênis

É comum as pessoas começarem a correr e se perguntarem sobre o óbvio: qual tênis devo escolher? A resposta geralmente é: "o tênis bom é o tênis caro" - mas isso não é bem assim. Em verdade, antes mesmo de você ter ciência sobre qual tênis lhe agrada, é preciso aprender a correr, entender a dinâmica do esporte (um pouco no tópico abaixo), para depois pensar em comprar um tênis adequado - isso mesmo, no início, bem no começo da atividade, vá com qualquer tênis (ou mesmo descalço) e aprenda os movimentos corretos.

Após aprendido, procure entender qual tênis proporciona melhor corrida. Lembre-se, todavia, de que o "melhor" é aquele com o qual você se sente bem, confortável - pouco importando a marca ou preço.

Você pode ler mais sobre isso neste artigo.

A forma de aterrizar com o pé e a postura

Muitas pessoas usam o calcanhar para aterrizar, mesmo que não tenham consciência disso. Ora, o calcanhar não serve a esta finalidade, tendo em vista que, por exemplo, quando pulamos corda, aterrizamos com o médio-pé (nem o calcanhar, nem a ponta propriamente dita); quando descemos escadas, não colocamos o calcanhar primeiro, e sim o médio pé; quando se corre "bem rápido", é impossível colocar o calcanhar primeiro; crianças começam a caminhar usando o médio-pé...

Outra coisa a notar é a postura. Ela irá variar conforme o objetivo. Para corredores mais rápidos, todo o corpo (não somente o tronco, ok?) estará ligeiramente inclinado à frente, enquanto corredores de maiores distâncias, por exemplo, correrão mais "retos", tendo em vista que a velocidade não é tanta -nunca porém, inclinado para trás

Para saber mais sobre a forma de aterrizar e postura, veja este vídeo.

Passos largos ou curtos?

Deve-se dar passos bem largos ou curtos? A resposta é certa: curtos. Passadas muito longas fazem com que o centro de equilíbrio do corpo se perca e articulações tenham de "equilibrar" o corpo a cada novo passo, gerando tensões desnecessárias e grande risco de lesões.

Este excelente pequeno artigo poderá lhe ajudar nesta questão.

O cuidado nas descidas

Lesões ocorrem porque algo foi feito errado (muito esforço, muita distância, pouco preparo...) e isso é bastante comum durante as descidas. Lembre-se de algo importante: existem duas formas de descer uma rua/ladeira: andando ou correndo; não existe meio termo. A figura abaixo ajuda a ilustrar (o boneco de camisa azul faz o movimento correto):


Ao descer, lembre-se de jogar o corpo para frente e deixar "ele ir" (como na figura em azul). Se a descida for muito inclinada, o melhor é andar, pois se tentar segurar o corpo (figura em vermelho), o impacto nas articulações será muito maior e a chance de lesões será alta.

Não alongue antes das corridas

Alongar faz com que os músculos fiquem relaxados, não é mesmo? Basta lembrar da famosa "espreguiçada" na cama e a baita "moleza" que dá após isso - o mesmo vale para a corrida. Não se alongue antes das corridas, e sim aqueça. Isso mesmo, faça aquecimentos dando alguns pulos, mexendo os braços, iniciando com uma caminhada leve, mas nada de "se matar" de alongar, pois isso trará relaxamento aos músculos, fazendo com que os mesmos fiquem mais "fracos" - faça isso após as corridas, porém, de leve, tendo em vista que os músculos estarão "fracos" e toda força além do necessário sobre eles colocada será prejudicial.

Sobre o alongamento, você pode ler mais aqui.

Hidratação

O corpo precisa manter a sua temperatura corporal, por isso a hidratação é importante - não é somente para "matar a sede". Todavia, muitos exageram na hidratação e acabam "viciando" o corpo em tomar água frequentemente. Um exemplo é quando o corredor não consegue correr 5km sem tomar água! Uma coisa é se 5km para ele foram o ápice da distância, mas, mesmo assim, não justifica essa necessidade imensa de água, tendo em vista que o desgaste não foi tão grande.

Sobre isotônicos (Gatorade e afins) a regra é clara: se for exercício de baixa duração (até 1 hora), não há necessidade alguma de os tomar, pois a perda de sais minerais pelo corpo será pequena.

Para saber mais, recomendo este este artigo.

Procure novos estímulos

Já encontrei alguns amigos que diziam: "eu corro X km todos os dias, sem falta". O problema é que isso não é benéfico, pois o mesmo estímulo estará sendo dado sempre aos mesmos conjuntos de músculos. Por exemplo, uma pessoa que corre 5km todos os dias por um determinado trajeto - ora, o corpo sempre usará os mesmos músculos, o terreno será sempre o mesmo, a altimetria será igual, os passos terão a mesma cadência... nada mudará; talvez, tal pessoa se torne o "rei" dos 5km naquele trajeto, mas tenho dúvidas se alguém deseja isso.

Você, precisa, então, estimular seu corpo a novas formas. Se você corre 3 vezes por semana e o máximo de quilometragem que consegue é 10 km, por exemplo, faça algo parecido com isso: 

Semana 1:
- 2ª feira: treino de velocidade; 4 km em velocidade maior do que para os 10 km;
- 4ª feira: treino de força; 5 km com passagem em morros, rampas, escadas...;
- 6ª feira: treino longo de 10 km em ritmo moderado.

Semana 2:

- 2ª feira: treino leve de 4 km, intercalando com alguns "tiros" de 100 metros em ritmo forte;
- 4ª feira: treino de força; 5 km com passagem em morros, rampas, escadarias...;
- 6ª feira: treino longo de 8 km com algum morro ou em ritmo ligeiramente mais rápido.

Veja que não há porquê correr sempre 10 km, tendo em vista que 10 km é o máximo que você consegue. Logo, se sempre tentar o máximo, vai viver cansado e/ou lesionado. E não custa lembrar: não é porque você não correu sua distância máxima na semana, que seu corpo não aguentará mais correr. Estimule o corpo e o treine que certamente os resultados virão.

Para entender mais, recomendo este e este artigo.

Entenda qual o seu foco

Desde o início de minhas corridas, não gostei de ter que correr, por exemplo, 5 km em 25min, dando uma média de 5min para correr 1km (o famoso pace). E por que isso? Simplesmente porque não aprecio ficar contando os segundos, e sim que prefiro aproveitar a corrida, a paisagem e tudo em volta. Logo, este padrão de corrida faz com que eu não dê tanta ênfase na velocidade, e sim na resistência, pois prefiro correr mais longe e mais devagar, do que menos e mais rápido.

Assim, conforme for o seu desejo, serão os seus treinos. Se você quer é ser um velocista de 100 metros, de nada adiantará fazer o mesmo treinamento que um maratonista; se deseja ser um ultramaratonista (qualquer corrida com mais de 42 km), terá de trabalhar força, resistência, o mental e rodar muito nas estradas, diferente do maratonista de 42 km.

Portanto, não treine igual ao seu amigo corredor, pois pode ser que o objetivo dele não seja o mesmo que o seu.

Alimentação e emagrecimento

Não gosto de cuidar desta parte, sou sincero. Me alimento de tudo o que desejo e por vezes até mais, infelizmente. A grande questão é não viver obcecado por algo ou crendo em mitos. Por exemplo, não adiantar comer uma salada de alface com rúcula de meio-dia e de noite querer ter "pique" para correr 15 km! Seu corpo é uma máquina e precisa do combustível adequado. Inverta, se assim desejar, e coma a salada depois da corrida, mas antes, se alimente a fim de abastecer o organismo.

Existem várias teorias sobre emagrecimento, mas uma coisa é certa: é difícil você encontrar uma pessoa que começou a correr e não tenha emagrecido. Portanto, não se demore!

Bons treinos!

sexta-feira, 19 de setembro de 2014

Dicas - Como limpar seus tênis sujos?


Final de semana chegando e bem pode ser que seus tênis venham a enfrentar muita sujeira, lama, pedra e voltem irreconhecíveis, certo? E como fazer para os limpar de maneira eficiente, sem os manchar ou danificar?

Descobri que uma boa maneira de os limpar é deixar a sujeira onde está. Isso mesmo: chegue de sua corrida, trilha, pedal, escalada ou o que for e os deixe secar com a sujeira. Quando ela estiver seca, você perceberá que o "grosso" sai muito mais fácil e você só precisará lavar para tirar o restante.

Aliás, quando você deixa a sujeira secar, em vez de logo ficar esfregando o tênis, a probabilidade de danificar seu calçado é menor, pois a maior parte da sujeira você já tirou (pequenas pedras, pedaços de madeira...), de maneira que seu trabalho pode ser melhor executado.

Lembre-se, também, de não usar uma escova muito abrasiva, pois muitas vezes o cabedal dos tênis é muito fino (ou não bem feito) e você pode acabar os rasgando com muita facilidade. Ah, e claro: nunca use produtos que possam manchar - opte por sabão neutro ou detergente incolor.

Por fim, deixe seu tênis secar virado para baixo e à sombra, pois esta é uma frequente recomendação dos fabricantes, tendo em vista que o calor excessivo pode gerar manchas no calçado durante o processo de secagem.

Bom final de semana!

segunda-feira, 15 de setembro de 2014

Dicas - Como conseguir bons descontos?


Certamente ninguém gosta de pagar por um produto e tempos depois, para sua completa tristeza, encontrar o mesmo por um preço bem mais baixo, certo? Então, o que podemos fazer para nos certificar de que já estamos comprando um produto com um bom desconto?

1. Pesquise em sites

É verdade que muitos ainda duvidam da internet e de sua confiabilidade, porém, já é possível se certificar se tais sites são idôneos. A busca vale muito a pena, pois frequentemente encontramos descontos que chegam à metade do preço ofertado em lojas físicas. Não fique preso à lojas físicas

Embora eu diga que você não deve se prender às física, muitas são recomendáveis! Eu mesmo lhes recomendo a loja Korrer em Balneário Camboriú/SC (não ganho patrocínio, ok?)! Entretanto, com o preço da internet em mãos, muitas vezes é possível conversar com o lojista e angariar algum desconto maior, para o caso de você querer experimentar o tênis (lembre-se: prestigie o lojista; se for até sua loja, não utilize todo o seu serviço para depois sair e comprar na internet; se o preço for absurdamente diferente, converse com o mesmo).

2. Se cadastre em sites para receber novidades

Uma das formas mais eficazes que encontrei para achar bons descontos, é se cadastrando em vários sites, a fim de receber as atualizações e promoções. É verdade que muitas promoções são "furada", mas muitas, realmente, são incríveis. 

Por exemplo, já comprei excelentes tênis por R$150,00 e R$165,00 (em breve uma avaliação sobre cada um deles) - tudo com base em emails recebidos. Abaixo, alguns sites que recebo novidades (se você souber de mais algum, escreva nos comentários, por favor!)

Decathlon - www.decathlon.com.br
Centauro - www.centauro.com.br
Kanui - ww.kanui.com.br
Dafiti Sports - ww.dafitisports.com.br
FutFanatics - www.futfanatics.com.br
Netshoes - ww.netshoes.com.br

Para se ter uma ideia, comprei no site da Centauro um Saco de Dormir por R$26,90 (frete grátis!) Na Decathlon, um óculos de sol por R$24,90 (também frete grátis!). Por serem lojas grandes, são confiáveis quanto à qualidade, levando-se em conta o custa x benefício, é claro.

Lembre-se, igualmente, de que o Mercado Livre pode ser uma boa opção - basta verificar a reputação do vendedor.

3. Em sites, coloque o produto em seu Carrinho de Compras, porém, não efetue a compra

O Carrinho de Compras é o local virtual onde os produtos que você pretende comprar, ficam armazenados. Acontece que devido à inteligência dos sites, quando você é cadastrado, ele verificam que foi colocado algum produto, mas a compra não foi efetivamente realizada, de maneira que é extremamente comum o site lhe enviar alguma promoção do mesmo ou periodicamente lhe informar que o produto baixou de preço, conforme já recebi em meu email:


Desta maneira, você pode ficar monitorando o preço do produto desejado - apenas tome o cuidado de, por vezes, não demorar muito, porque tais promoções tendem a acabar um pouco rápido.

4. Fique por dentro das atualizações dos produtos

É de conhecimento geral que os produtos lançam diversos modelos, como por exemplo o tênis "Marca X1", onde alguns meses depois é apresentado o "Marca X2", "Marca X3" e assim por diante. 

Isso significa dizer que se o tênis "Marca X1" está por R$300,00 e você ficou sabendo que irão lançar o "Marca X2", é claro que o "X1" tende a baixar de preço. Portanto, seja calmo e espere isso acontece - não há porque pagar mais caro, não é mesmo?

5. Compre em sites internacionais

Todos sabem que boa parte das mercadorias Made in China custam muito menos do que as produzidas no Brasil. E embora eu seja um grande incentivador do empreendedorismo, tem vezes que o bolso só comporta determinado valor que os chineses podem oferecer.

Um bom site para comprar é o Ebay - www.ebay.com. O site é um Mercado Livre internacional (são donos desta, na verdade), onde você pode encontrar excelentes acessórios e produtos para sua prática esportiva. Para comprar, é preciso ter um cartão de crédito internacional.

Os únicos cuidados são com relação à taxa de importação que seu produto pode sofrer, caso o valor declarado (produto + frete) seja superior a 50 dólares (há quem diga que seja 100 dólares, mas 50, no momento, é mais garantido - caso você seja taxado, o preço do imposto será 60% do valor declarado) e com a reputação do vendedor. Fora isso, com raras exceções, as mercadorias costumam chegar, ainda que demorarem trinta dias ou mais.

6. Em lojas físicas, verifique o setor de promoção


Quando entro em uma loja de esportes, o destino é certo: o local de promoção. Geralmente ele fica no fim da loja ou em meio a outros produtos e com um nome diferente, algo como "últimas peças", "última oportunidade" e lá você pode encontrar excelentes promoções.

Nestes locais, por exemplo, já comprei uma magnífica bota Timberland por R$120,00, camisetas para a prática de exercícios por R$10,00 (manga longa!) e R$20,00, além de outras coisas.

Portanto, pesquise e utilize seu dinheiro de forma prudente!
Abraços e bons treinos!
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