quinta-feira, 20 de novembro de 2014

Quanto custa organizar uma prova?


Abaixo vai um descritivo simplificado com os custos envolvidos numa corrida. Espero assim que fique mais claro o quão caro é um evento e o quão difícil é obter lucros com corrida. Quem sabe eu consiga até jogar um pouco de luz nas margens de lucro.
Separei por tópicos, omiti todos os detalhes e valores. A prova é um 10km para 2.200 inscritos. Pra ser mais preciso, na corrida irão aparecer 2100 corredores. Cerca de 10% dos inscritos geram receita, mas não correm. Porém, vou usar um número de 5% debandits, os pipocas.
Ainda antes dos números. É uma prova simples. NÃO conta com uma EXPO como aGolden Four ASICS ou as da Yescom, que joga os valores nas alturas. Não tem ainda uma arena dos níveis de VetorIguana, CORPORE ou Latin Sports, o que joga o valor percebido bem para baixo.
O kit é simples: camiseta de tecido tecnológico simples, medalha, chip, sacolinha e toalha ou boné. Hidratação a cada 3km, lanche na chegada.
Com os números abaixo, você tem um kit que tem que custar R$75 para você empatar a prova no papel. Ou seja, você ainda NÃO tem nenhuma liberação dela na Prefeitura, Federações e órgãos de trânsito. Em uma prova em São Paulo ou Rio de Janeiro, isso pode chegar a 6 dígitos de custo em uma Maratona ou Meia Maratona (e o primeiro número não é o 1!).
Mais. O custo abaixo supõe que somente você sabe da prova, ninguém mais. Para vender 2.200 inscrições, você tem que fazer muito barulho. Essa quantidade de gente parece fácil em SP ou Rio, mas é BEM difícil mesmo em cidades como BH, Porto Alegre ou Brasília. Isso sem reforçar que é “fácil” cobrar R$75 em SP, mas complicado fazer o mesmo em Salvador ou em uma cidade do interior, por exemplo.
Você então pode partir fazendo um pacote de anúncios em veículos “verticais”, aqueles que só falam com corredores (como as 3 revistas principais, mais Webrun e outros). Nessa brincadeira você pode ter que desembolsar, por baixo, R$30.000 entre anúncios ou e-mails marketing. Se você quiser trabalhar no “corpo a corpo”, vai ter que imprimir muito folheto e terá ainda que distribuí-los. Mas esta é uma opção apenas de apoio, nunca é central em um evento desse porte. Mesmo os famosos blogueiros independentes que você quiser usar pra promover a prova, ganham e pedem inscrições caso você queira economizar. E pra cada cortesia, lembre-se, são R$75 a menos na sua receita.
Enfim, a coisa é complexa. Algum demagogo Jênio acha que idoso deve pagar 50%, então atente-se a isso. E para fazer as inscrições, prepare-se, a menos que você seja o dono de algum site do tipo, você tem que pagar um pedágio para cada atleta que se inscrever.
Pois quer saber quanto custa esse 10km para 2.200 pagantes que só você sabe que existe e que não tem ainda liberação para existir?
R$160.000.
Para dar uma dimensão, dentro de alguns dias vou escrever aqui sobre as maiores provas do país. As com mais de 3.000 concluintes são menos de 60! Ou seja, 2000 concluintes é um número bem arrojado. Se você quiser fazer uma prova menor por causa do custo, você até economiza nos kits e hidratação, mas a arena é algo quase fixo, seja com 1000 ou 4000 pessoas presentes. Há um meio termo que vai dizer qual o número ótimo.
Como por muito menos de R$220.000 esse evento não “sairá”. É bom você ter patrocinador pagando muito porque R$100 por inscrito é coisa para pouca prova de 10km cobrar de 2.200 pessoas!
Escrevi algumas coisas com certo tom de ironia, mas falo com segurança: conheço eventos operando tranquilamente no vermelho. Abaixo os detalhes.
ALIMENTAÇÃO/HIDRATAÇÃO: Esse tópico envolve corredores e staffs que – acredite! – também se alimentam e não trabalham de graça;
R$6.000
KIT ATLETA: Camiseta, sacolinha, boné e informativo;
R$51.000
EQUIPAMENTO e ESTRUTURA: Sistema de som, cronômetro, rádios comunicadores, estruturas dos balcões (retirada de kit, medalha, hidratação na chegada…), pórtico de chegada/largada, tendas, testeiras, placa de KM, placas indicadores, gradis, mesa de hidratação, mesas, banheiros químicos, gerador de energia e palco;
R$25.000
LOGÍSTICA: Suporte de carro, moto, Van e transporte de materiais;
R$3.000
MATERIAL DE APOIO: Cones, sacos, fitas, lixeiras, canetas, elásticos, buzina, corda, braçadeira, ferramentas, vassouras…
R$3.000
MATERIAL DE MERCHANDISING: Basicamente o material (telas) visuais e faixas que cobrem arenas, pórtico e placas…
R$13.000
PREMIAÇÃO: Medalhas mais troféus. SEM prêmios em dinheiro.
R$8.000
RECURSOS HUMANOS: Staffs, produção, carregadores, coordenadores, equipe de som, etc;
R$32.000
SERVIÇOS DE TERCEIROS: Ambulância, segurança, vigia, bombeiros, cronometragem, locutor, fotógrafo, limpeza, montagem, eletricista, etc;
R$18.000

*Escrito por Danilo Balu
**Retirado do site Blog Recorrido (publicado com autorização)
*** Fonte da imagem: http://make-a-web-site.com/wp-content/uploads/2013/07/website-costs1.jpg

segunda-feira, 17 de novembro de 2014

Qual a diferença entre correr e treinar corrida?


Correr é calçar um par de tênis e sair correndo sem controle, é fazer o que vier à cabeça, o que der vontade, é gostar de correr por aí e sentir bem por isso. Porém nesse caso, não tendo nenhum controle não significa ter sido um treino, será simplesmente uma corrida qualquer e o resultado poderá também ser um resultado qualquer.

Se buscamos resultados é preciso, organização e planejamento. Organizar é um processo essencial à realização de objetivos e planejamento é o ato de criar um plano para otimizar o alcance desse objetivo. O corredor que utiliza o planejamento como uma ferramenta de treinamento demonstra interesse em prever e organizar ações e processos que esperam acontecer no futuro, aumentando a racionalidade, eficácia e resultado.

Sendo assim: Planejar e controlar é treinar corrida!

Sabemos que treinamento é um processo que favorece alterações positivas de um estado físico, motor, cognitivo e afetivo (Martin, 1977). Portanto é fundamental nos orientarmos através de estímulos que serão capazes de provocar adaptações ao organismo. Caso não ocorram essas adaptações ficaremos apenas estagnados.

Esses estímulos são determinados através dos diversos métodos de corrida que podemos treinar e através desses métodos organizar de maneira coerente e previamente estabelecida todos os componentes de carga. Dessa maneira fica claro que é preciso controlar esses componentes que irão compor um treinamento.

Na corrida podemos nos orientar através do volume, intensidade, duração, densidade e freqüência. São esses componentes os responsáveis pela adaptação e melhora ao treinamento da corrida.

Em corrida entendemos que o volume representa o trabalho total realizado em termos de distância percorrida. A intensidade refere-se ao percentual de desempenho máximo, ou seja, uma determinada velocidade. A duração como a quantidade de tempo de aplicação do estímulo. A densidade como o resultado da relação entre estímulo e pausa para os métodos fracionados e a freqüência como a distribuição das sessões de treinos em uma semana.

E para direcionarmos a “Carga de Treinamento” no sentido de provocar respostas adaptativas objetivadas, orientamos seus componentes através da manipulação de algumas variáveis.

Entre elas podemos considerar o número de repetições e séries, a distância, a velocidade média (ritmo), os tipos de pausas (ativo, passivo, completo, incompleto) o tempo e até mesmo a inclinação ou declive.

Assim, através das variáveis do treinamento e dos componentes da carga conseguimos estabelecer uma carga de treinamento e aplicá-la aos métodos de corrida e com isso aprimorarmos as capacidades físicas pretendidas a cada treino, adaptando e alterando aspectos metabólicos além das mudanças miogênicas e neurogênicas levando então o corredor a realização de sua meta pessoal, seja esta correr uma determinada quilometragem ou diminuir seu tempo em relação a uma determinada distância.

Dessa forma podemos e começamos a compreender que treinar corrida é muito mais complexo do que apenas sair correndo por ai.

E ai, você corre ou treina?

*Escrito por Marcelo Camargo - Treinador de corrida (CREF 04989G/MG)
**Retirado do site 3Zone (publicado com autorização)
*** Visite o site do autor do texto: www.marcelocamargotreinamento.com
**** Fonte da imagem: http://wallpaperest.com/wallpapers/sports-running-track_790963.jpg

segunda-feira, 10 de novembro de 2014

Primeiras impressões - Skechers GoRun Ultra


Salve, nobres atletas!

Desta vez, segue um pequeno vídeo com as primeiras impressões sobre o Skechers GoRun Ultra - um baita tênis e que certamente impressionará você! Se você ainda não o conhece, considere, grandemente, a possibilidade de ser seu próximo tênis!

Ah, não esqueça de nos seguir no YouTube, pois novos vídeos surgirão.

Bons treinos!

quinta-feira, 23 de outubro de 2014

Dicas - O jeito certo de correr existe e está ao seu alcance!


Para quem dá suas corridas abaixo de 5km, 2 ou 3 vezes por semana, sempre em baixa intensidade, buscando manter a forma e o condicionamento, a biomecânica correta, ou o jeito certo de correr pode ser uma preocupação menor ou nem gerar preocupações, pois certamente o risco de se lesionar por correr biomecanicamente errado é bem menor (mas ainda assim existe). Para esses corredores, se uma dorzinha diferente aparecer é tranquilo optar por ficar uma semaninha sem correr.

Mas quem não é profissional e mesmo assim corre mais à sério em busca de completar uma prova mais importante, uma nova distância ou quebrar algum recorde pessoal, os que eu chamo de amadores profissionais (rsrs), ficar correndo com lesão é uma tragédia. Parar de correr por dor é uma opção quase nula. Nessa semana, por exemplo, meu volume está em 67km divididos em rodagens, regenerativos, ritmo e tiros, descontando aí alguns aquecimentos e resfriamentos. Obviamente eu me preocupo em fazer isso direito. Aí entra a preocupação com a biomecânica e com o jeito certo de correr.

O padrão ideal de corrida existe

Correr certo gera menor sobrecarga e consequentemente previne lesões. Veja o texto da fisioterapeuta Raquel Castanharo, formada e mestra em biomecânica da corrida na USP. Ela afirma que apesar de cada pessoa ter sua maneira de correr, o seu "jeitão", há um jeito certo de correr, que melhora a performance sem prejudicar os músculos e articulações.

Existe um jeito certo de correr?

Mesmo considerando que cada pessoa tem seu modo particular de se mover, a resposta para essa pergunta é "sim"! O padrão ideal de corrida gera menor sobrecarga sobre os músculos e articulações, previne lesões e melhora a performance. Ele tem alguns pontos importantes que, se presentes dentro das suas características particulares de movimento, vão gerar uma corrida eficiente e saudável:

Aterrissagem próxima ao centro de gravidade: o pé, quando vai tocar o chão, deve estar perto do tronco e não muito afastado para frente. Quando o pé aterrissa próximo ao nosso centro de gravidade – um ponto na região lombar, aproximadamente -, o braço de alavanca da força gravitacional sobre as articulações é menor. Traduzindo: os músculos precisam fazer menos força para manter o corpo em pé, e a sobrecarga – compressão, desgaste – sobre as articulações é menor;

Aterrissagem com o médio pé: aterrissar tocando primeiramente o calcanhar no chão gera um pico de impacto brusco sobre o corpo. Quando se aterrissa batendo primeiro o meio do pé no chão, e não o calcanhar, esse pico de impacto é atenuado, o que diminui os riscos de lesão – como, por exemplo, as fraturas por stress. Isto acontece porque os próprios músculos do corpo agem mais para absorver o impacto, poupando as articulações e ossos. Este padrão de pisada, associado à aterrissagem do pé próxima ao tronco, proporciona uma corrida com menores forças que freiam o corpo, e os músculos trabalham de uma maneira mais eficiente;

Poucos movimentos de rotação e lateralização: pegando o joelho como exemplo, seu principal movimento durante a corrida é o de flexão e extensão. Se nele ocorrer uma rotação exagerada ou uma grande inclinação para o lado – “cair” para dentro é o mais comum -, as chances de lesão aumentam. Esta importância do alinhamento pode ser extrapolada para todas as articulações.

Economia de energia: todos os pontos citados acima já proporcionam economia de energia para o corpo, o que pode ser convertido em melhor desempenho. Além disso, é importante manter uma postura alta e não “pular” durante a corrida. A postura alta facilitará a execução dos movimentos adequadamente, e deslocamentos verticais exagerados só geram desperdício de energia e aumentam o impacto do corpo com o solo.

Este é o padrão de corrida (o jeito certo de correr que nos referimos) observado nos melhores atletas profissionais, mas é acessível a todos com um bom treinamento. Ele é a chave para potencializar seus treinos, prevenir e tratar lesões.

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Mesmo que você não saiba inglês, o vídeo abaixo pode lhe ajudar a melhorar a forma de correr. Perceba que no início o corredor toca a esteira com o calcanhar. Posteriormente, aprende a correr usando o médio pé e inclinando o corpo da maneira correta.

Bons treinos!


*retirado do site Endorfine-se (publicado com autorização)
** Fonte da imagem: http://www.fiqueinforma.com/wp-content/uploads/2014/05/dores-na-coluna.jpg

terça-feira, 14 de outubro de 2014

Dicas - Quanto mais roupa, mais emagrece?


Estava treinando quando me deparei com um corredor envolto a um agasalho plástico - desses plásticos de saco de lixo mesmo e ainda mais, por baixo um agasalho moletom.

Incrível! Acredito que o propósito desse “corredor” era de emagrecer! Esse fato ocorreu quando comecei a correr em 1985. Ainda bem que se passaram quase 30 anos e ninguém mais faz isso. Ou faz?

A fadiga é um mecanismo protetor que resulta em interrupção do esforço ou em redução da intensidade do exercício, antes que esse possa representar um risco. Considera-se que o ambiente e o acúmulo de metabólicos são fatores integrados para determinação do desempenho. Portanto se não dissipamos calor, o mecanismo protetor chamado fadiga entra em ação e interrompe nossa corrida, com isso o propósito de gasto calórico aumentado é finalizado e consequentemente frustrada qualquer chance de perda de peso corporal.

Termoregulação se refere ao conjunto de sistemas de regulação da temperatura corporal. Esta regulação é exercida pela a produção e perda do calor orgânico interno.

A termoregulação é deste modo, um mecanismo de homeostasia (equilíbrio).

Nas aulas de física na escola já aprendíamos sobre isso e agora, nós corredores, vivenciamos na prática a importância dessa perda de calor e equilíbrio térmico.

Condução: envolve a transferência de calor de um material para o outro. Da pele para a roupa, por exemplo.

Convecção: envolve a mobilização de calor de um lugar para outro através do movimento de um gás ou de um líquido pela superfície aquecida. Por exemplo: Ao circular ao redor da nossa pele, o ar retira as moléculas que foram aquecidas pelo seu contato com a pele.

A condução e a convecção são responsáveis por apenas 10 a 20% da perda total de calor do corpo.

Radiação: é a primeira via para a liberação do calor excessivo do corpo. O calor é liberado sob a forma de raios infravermelhos e não é necessário que haja contato entre os corpos para haver transferência de calor.

Evaporação: é responsável por 80% da perda de calor no exercício, porém depende da URA (Umidade relativa do ar) - quanto mais alta for a umidade menor será a perda de calor por evaporação, devido ao gradiente de concentração.

Em temperaturas elevadas e umidade relativa do ar alta, o corredor transpira muito, mas o suor permanece em sua pele, não evapora e não ocorre resfriamento. Ainda bem que ninguém mais usa agasalhos plásticos para correr. Ou usa?

Se o calor não dissipa, a fadiga aparece e a corrida é interrompida, sendo assim, quanto menos vestimentas usamos durante um treino ou prova, melhor.

A Escola de Educação Física, Fisioterapia e Terapia Ocupacional da UFMG dispõe de uma Câmara termoreguladora que varia a temperatura aproximadamente entre – 15ºC a +60ºC e URA aproximadamente entre 20% a 90% e com isso muitas pesquisas são realizadas anualmente, aperfeiçoando ainda mais as informações utilizadas por treinadores e corredores quando o assunto é termoregulação.

Alguns estudos interessantes já foram realizados nessa câmara, como a investigação se resfriar a cabeça aumentaria a velocidade durante a corrida sob o sol e concluída por Lima, 2011, que diz concluiu que o resfriamento da cabeça é capaz de melhorar o desempenho sem alterar o índice de estresse fisiológico e as principais respostas termorregulatórias. Ou seja, vale a pena jogar água, principalmente gelada, sob a cabeça durante uma prova.

Um outro estudo foi realizado para saber se o efeito do protetor solar diminuiria a fadiga durante a corrida com exposição ao sol e concluída por Oliveira, 2009, que concluiu que a aplicação de protetor solar não afeta o desempenho, ou seja, para a pele é proteção contra os raios UV na certa, porém para o desempenho na corrida tanto faz aplicar protetor solar ou não.

E usar boné influencia na velocidade da corrida? Segundo a investigação de Junior, 2009, realizada na UFMG a temperatura média da cabeça diminui já que existe a proteção contra o ganho de calor da radiação, mas a velocidade da corrida não é alterada. Portanto, o uso de boné pode ser apenas proteção novamente aos raios UV ou um acessório para compor o figurino daqueles que não descartam um boné durante as corridas.

Uma pesquisa interessante foi realizada por Martini, 2009, investigando se corredores com a cabeça raspada seriam melhores do que corredores com cabelos. Conclusão: ter ou não ter cabelo não altera a velocidade na corrida de 10 km sob o sol.

O mestrando em fisiologia do exercício Matheus Sacchetto leitor e expectador do Corrida no Ar em breve irá pesquisar e nos apresentar dados sob sua investigação a ser realizada na câmara termoregulatória da UFMG, em relação aos efeitos da URA sob o desempenho e variáveis termoregulatórias durante uma corrida de 10 km realizada em situações de 30% URA, 55% URA e a 80% URA com temperatura controlada a 33ºC e assim verificar se haverá ou não a redução de desempenho e se o resultado encontrado for  afirmativo, teremos como quantificar a performance de um corredor nessas situações.

Importante é perceber que o treinamento de corrida não deve ser mais realizado de forma aleatória e pelo puro achismo como o “corredor plastificado” dos anos 80 fazia. Muitas investigações acontecem ano após ano, entre elas a termoregulação, para que a informação correta e adequada interfira diretamente na qualidade dos treinos e resultado das provas de cada corredor.

*Escrito por Marcelo Camargo
**Retirado do site Corrida no Ar
*** Fonte da imagem: http://www.meionorte.com/uploads/imagens/2011/8/5/64caf0364a34a3d85fe935badbc09b4c.jpg

quarta-feira, 8 de outubro de 2014

Você é o ator principal!


É verdade que cada um é dono de seu dinheiro e o investe da maneira como bem entender, certo?. Todavia, é comum ouvirmos pessoas dizendo que irão comprar roupas e acessórios da marca X ou Y, somente porque custam caro - deduzindo, assim, que são os melhores e irão melhorar sua atividade física. Mas nem sempre é desta forma. Você é o ator principal!

Vejamos, por exemplo, alguns dos tênis mais conhecidos e caros que temos para a venda no Brasil: Adidas Springblade, Nike Flyknit Air Max, Asics Gel Kinsei 5 e Mizuno Wave Prophecy 3 - todos custando, praticamente, mil reais cada.

Seja sincero: qual seria seu pensamento, caso estivesse buscando iniciar uma atividade física e comprasse um destes tênis por este preço bastante "salgado"? A resposta, certamente, giraria em torno de algo como, "eu creio que ele me ajudaria muito, pois deve corrigir minha pisada, proporcionar amortecimento e evitar lesões", não é mesmo? Afinal, você seria um inexperiente na área.

A verdade, amigos, é que durante o exercício, o ator principal é o atleta, e não os seus acessórios. Na própria corrida o tênis é um acessório e como tal, ele irá responder de acordo com a qualidade do atleta, e não segundo ele próprio. Ou seja, se você começou a correr agora e ainda não sabe ao certo como devem ser as passadas, de nada adianta gastar esta fortuna com um tênis, somente porque crê que ele irá "corrigir" sua pisada. Se ainda não anda de bicicleta, adianta comprar uma de dez mil reais?

Em provas ou mesmo em fotos na internet, é comum vermos pessoas despreparadas para a situação onde estão. As tais usam roupas, tênis, GPS, mochila e uma série de coisas que somam milhares de reais - sem, porém, saberem como executar aquela prática esportiva! Aí você olha aquele indivíduo cheio de coisas de "marca" e pensa: por que gastou tanto, sendo que sua desenvoltura não paga nem metade do que gastou?

Recentemente, em redes sociais, li comentários de pessoas que haviam comprado o Adidas Springblade e Mizuno Wave Prophecy 3, ambos, literalmente, vindo a ter o solado quebrado. Isso significa que tais marcas e modelos são horríveis? Claro que não. Significa que os atletas, muito possivelmente, caíram no engodo que o marketing destes produtos fez, os levando a imaginar que os tênis, só porque eram caros e se diziam ser feitos para corridas, iriam suportar o verdadeiro teste. Na verdade, ambos os tênis, servem somente para o dia-a-dia (minha opinião). 

Convém pontuar, é claro, que tais quebras e falhas podem acontecer com inúmeros modelos e marcas. Pessoalmente, já tive três tênis New Balance, sendo que um deles não durou um ano, vindo a descolar o solado. Assim, a crítica não é quanto à qualquer marca, e sim ao pensamento comum de que a marca irá correr, pedalar ou nadar por você.

Portanto, atleta, antes de comprar algum tênis, bicicleta, mochila ou qualquer outra coisa, verifique se você sabe como proceder na atividade física; se entende a biomecânica da corrida, da forma eficaz de se pedalar (visite este excelente site), qual a bicicleta ideal para o que você deseja, como são as montanhas para onde irá... Entenda que você é o ator principal, e não os acessórios! Se seus acessórios somam 2 mil reais, se pergunte se você é um atleta deste valor.

Lembre-se: os acessórios são coadjuvantes e você é o autor principal. Esteja preparado, primeiro, para correr sem tênis e GPS, pedalar com a bicicleta mais simples, nadar com uma roupa não tão cara... Quando chegar neste ponto, verá que nem tudo é tão essencial como se imagina.

Bons treinos!

sexta-feira, 3 de outubro de 2014

Conheça a Jungle Marathon!

Você conhece a Jungle Maraton? Quer saber um pouco sobre esta alucinante aventura de 257 km pela selva amazônica? Então, veja esta interessante entrevista com o ultramaratonista Roberto Arneiro!

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